Ascensão do Terceiro

Inesperado Encontro

interlúdio

Não possuo nenhum contato em Kled, aqueles anões são pouco ambiciosos para poder formar qualquer tipo de negocio no qual estarei envolvido. E não poderei chegar em Kled sem ninguem do meu bando que foi praticamente dizimado por aqueles desgraçados. Mas como já tive que aprender antigamente, e de uma forma bem dolorosa, – nesse momento em meio ao pensamento, Ansgar coloca a mão na sua cabeça, alisando a cicatriz formada por uma queimadura – aprendi a manter partes do meu bando em outros “serviços”. Preferindo manter uma parte com Govinda, minha leal companheira de longo tempo.

Sei que andam saqueando ao sul de Tyr, e para encontrar-la terei que desviar um pouco do meu trajeto, mas prefiro arriscar esse tempo indo atras dela, do que ter que enfrentar um número desconhecido de inimigos sozinho. E pelo que fizeram a meus subordinados, enfrentarei inimigos poderosos.


Foi complicado, mas consegui encontrar o bando de Govinda, bem ao sul do meu acampamento destruido. Mesmo tendo caras novas no bando, tenho total confiança nela, afinal crescemos e sofremos juntos, encontrando um alento momentâneo quando juntamos nossos corpos.

Não pude ter esse alento, pois tinha pressa em chegar a Kled, e rapidamente com uma ordem dela o grupo se preparou para me seguir. Minha perna ainda doia muito, maldito halfling.

No caminho compartilhei as informações do trabalho com ela. Um sujeito novo no bando, talvez um novo imediato dela, não saia do seu lado, e também não dizia uma única palavra. Mas o que mais me chama atenção nele, era uma tira de couro que parecia mais uma focinheira, na sua boca. Reparando na minha constante visão para esse humano singular, ela me disse quem era ele.

Ele se chama Kresdo, e antes de se juntar ao bando era um barbaro nômade, que a alguns meses havia se juntado ao grupo junto com outros. Ele usa essa tira de couro na boca porque quando jovem, teve sua mandibula arrancada por causa de uma mordida de jhakar, levando junto sua lingua, por isso não falava.

Mas pelo que vi desse sujeito parecia leal a Govinda, e por não precisar falar se dedicou a adquirir uma força física que supera a minha, pelo menos visualmente.


Decidimos contornar o pé das Ringing Mountains, na espera de talvez encontrar o desgraçado do mago e seus colegas.

Mas infelizmente essa tenha sido uma má escolha. Ao cair da noite fomos atacado de surpresa por largatos humanoides. O ataque foi fulminate, que em questão de pouco tempo já tinha derrubado alguns que estavam dormindo, e se aproveitando da vantagem levaram alguns dos nossos, incluindo Govinda. Minha mobilidade com essa maldita faca, não era das melhores e a única coisa que pude fazer foi ficar dentro da tenda atacando algum destes invasores que entrassem dentro.

Por sorte Kresdo não tinha caido, mesmo que seu corpo mostrasse que havia levado vários golpes. Ele me indicou o caminho que os largatos haviam ido, reuni o restante do bando que havia sobrevívido e seguimos os rastros deixado por eles. Não foi dificil ver que entraram numa caverna, pois os capturados por eles, deixavam rastros de sangue.


Dentro da caverna continuamos seguindo seus rastros, o que se tornava cada vez mais dificil e perigoso, pois tivemos que passa por várias armadilhas, provavelmente construidas por eles para proteger sua toca.

Quando chegamos no que seria a tribo deles, vimos algo fascinante e por um momento esquece de tudo, do porque de está ali, do porque ir pra Kled. Isso tudo porque tinha encontrado algo que desejava muito, e já duvidava se realmente era real e se fosse, se teria a chance de ver com meus proprios olhos. A fonte do mapa.

Mas esse momento foi passageiro, pois vi que os largatos não estavam sozinhos, o mago, seu irmão e provavelmente os outros que mataram meu bando estavam lutando com eles. Pedi para o bando esperar este combate terminar para que, qualquer que fosse o vencedor, nós tirariamos vantagem do seu cansaço e das feridas.

Agora entendo, porque deles conseguirem acabar com o meu bando, já estão a mais ou menos 3 dias nessa caverna e ainda conseguem enfrentar esses largatos com um desvatagem numérica, mas com muita força. Se não fossem os negocios, traria eles para o bando, menos o mago, não confio nessa corja.

Mesmo com toda a bravura e raça que poucas vezes presenciei, eles foram caindo um a um, e a situação deles ficou mais crítica quando um largato enorme saiu de uma toca no rio, nesse momento iria agir pois, mesmo tendo achando meu tesouro, à muito procurado ainda tinha uma negocio inacabando com os Vordon, e sei que mesmo expulsando esses largatos e me escondendo aqui, um dia eles me encontrariam. A influência deles em Athas é monstruosa!

Quando esse monstro apareceu para dar fim no combate, outra coisa inesperada ocorreu, um dos corpos caidos do bando do mago se reanimou, não sei como isso aconteceu, pode ter sido alguma magia proferida por ele, pois eles são mestres em acabar com a vida dos outros. Essa mulher se transformou numa que parecia um fantasma feito de água, uma coisa sem sombra de duvida feita por um maldito mago, que a enfeitiçou.

Quando o último caiu e um moribundo, que parecia apenas segui-los, fugiu desisperado, vi que era hora para agir. Mesmo derrotados, eles haviam derrotado a maioria do guerreiros da tibo e o “fantasma” tambem deixou o corpo da mulher, que foi dividido ao meio com uma abocanhada da fera, quando o espirito deixou o corpo.

Quase de imediato vi que eles iriam dar o golpe final em cada um dos caidos. Prontamente gritei para Kresdo e um grupo terminar com o largato gigante, que tambem já aparentava cansaço e um grupo liderado por mim iniciou o ataque ao largatos restantes.


Como estavam exauridos com o combate, e nos já tinhamos descansando um pouco ao rastreiar ele. Nossa vitória foi rapida. Kresdo, um monstro em forma de homem derrotou o outro monstro com consecutivos golpe e o trabalho em equipe do seu grupo foi fundamental para seu sucesso.

Com os guerreiros abatidos, restavam apenas as mulheres e as crianças da tribo. Que mesmo apresentando uma pequena resistência, foram facilmente aniquilados. Eu libertei o resto bando preso pelos largato e vi que Govinda estava bem.

Com o bando reunido e com totos os objetivos compridos, a viagem para Kled se tornou inútil e agora só faltava entregar o mago ao Vordon. Então dividi o bando novamente, deixei Govinda e alguns cuidando de eliminar os corpos dos habitantes da tribo extinta, e cuidando da fonte, enquanto eu, Kresdo, que me viu como o lider real do bando decidindo me seguir, e mais alguns menos ferido seguimos para Altaruk, o ponto de encontro para deixar o mago com os Vordon e fazer mais dinheiro com os outros.

Comments

jonny333 jonny333

I'm sorry, but we no longer support this web browser. Please upgrade your browser or install Chrome or Firefox to enjoy the full functionality of this site.