Ascensão do Terceiro

Ruínas em Altaruk

interlúdio

A noite estava agitada em Altaruk. Uma arena de proporções incríveis foi montada no pátio da vila fortificada, isso principalmente por ter sido montada em torno de 10 horas de trabalho exaustivo dos escravos da cidade, algo que era comum, pois a arena havia sido arquitetada para ser pré-moldada, e ser usada apenas nos jogos elaborados pelos nobres da vila fortificada, passando o resto do tempo como blocos de pedras no norte da cidade.

Altaruk possui um domínio da alvenaria e da metalurgia singular, ambas herdada de Balic e aprimoradas pela constante resistência contras os gigantes das montanhas. Com várias investidas a vila aprendeu a “domesticar” alguns dos invasores gigantes, tanto que alguns são usados como mão de obra escrava, o que agiliza a construção e reparo da fortificação.


As trombetas ecoaram pela arena anunciado a entrada dos condenados, e nesse momento as aranha que já estavam na arena tecendo suas teias se agitaram e tomaram posição para o bote. Um total de 7 pobres almas entraram na arena trajadas com armaduras, cedidas caridosamente pelo alto poder de Altaruk, com o intuito de temperar o show macabro tradicional na zona de influência de Balic.

No pulvinar, com a visão privilegiada estavam as autoridades de Altaruk junto com alguns convidados. Dentre eles Tharxos Vordon, convidado pessoal de Arisphistaneles, lord e regente de Altaruk.

- Toda a Altaruk agradece por sua doação para esta noite. – Arisphistaneles se dirige a Tharxos no momento em que ele entra e se acomoda ao seu lado com seu inseparável guarda-costas, o halfling Derlan Watari.

- Eu e minha comitiva que ficamos maravilhados com a capacidade que essa vila tem para ser tão receptiva. – retribuiu o senhor da casa Vordon, junto com dois outros nobres que estavam com ele, ao balançarem a cabeça.

Nunca tendo visto os acompanhantes que seguiam o senhor Vordon, o regente da vila não quis ser indiscreto perguntando quem seriam, mas com a experiência comercial de um sagaz predador o senhor Vordon sentiu a inquietude sutil de Arisphistaneles, e achou melhor expor suas armas para o senhor de Altaruk, pois sabia que ele era um aliado influente e poderoso.

- Esses são os irmão Brevit de Tyr. São nobre aliado da casa Brevit, uma nobre casa estudante do Caminho, que a décadas fornece serviços para meus negócios. Eles não podem falar pois seu estudo especial no Caminho exige que se comuniquem apenas através dele.

- Um homem na sua posição precisa está sempre precavido, principalmente por aliados tão dedicados. – entendendo o motivo da presença do nobres.


A luta começou na arena, e os olhos de Tharxos foram tomados por um brilho sádico e seco, demonstrando que era um homens que adorava ver o sofrimento alheio, se não fosse de comum conhecimento sua naturalidade de Tyr, facilmente seria confundido com um dos nobres locais balicanos, famosos por apreciarem esses jogos.

Não importava quem fosse caindo durante o confronto, a multidão continuava berrando e atiçando ambos os lados. Mesmo que fossem os escravos de Tharxos Vordon que se encontravam em melhor posição no combate, o que importava para os espectadores era o banho de sangue proporcionado por eles, não fazendo diferença de que lado vinha.

Tharxos não conhecia nenhum dos escravos que havia cedido para a arena. Afinal, ele queria apenas o mago, e todos que estavam com ele eram descartáveis. Em sua mente megalomaníaca um plano estava traçado e a peça que faltava estava finalmente em sua posse, o que facilitaria a continuação dos negócios com o lorde Belroar Wingsong, membro do alto escalão da Verdade.

Mas ele sempre tinha um pé atrás com relação a Arisphistaneles, por algum motivo se sentia desconfortável com a presença do regente de Altaruk, mesmo que esse nunca tivesse sido um obstáculo para seu plano, atuando mais como um diplomata comercial. Mas como seu plano maior precisava da região onde Altaruk estava ele se sentia obrigado a ser próximo a ele, mesmo que fosse para nublar sua visão do objetivo principal.


Quando a disputa na arena já estava se decidindo para o lado dos escravos cedidos por Tharxos, uma estranha séries de explosões começou na arena. Como ela era construída para ser facilmente montada sua estrutura era frágil com muitas partes em madeira, o que facilitou que o fogo se espalhasse, e antes que alguma atitude fosse tomada um dos lados da arena foi ao chão e a confusão se transformou em pandemônio, os nobres no pulvinar apenas se preocupavam com suas vidas e como sairiam dali.

A fumaça e a multidão impediam que Tharxos visse o que acontecia na arena, mas num momento enquanto fugia viu que o grupo dos combatentes na arena se dirigiam para a abertura criada com a explosão e no meio da fumaça viu o que não acreditar, o mago solto e o que menos esperava, Talara, sua prima carregada por ele.

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jonny333 jonny333

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